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Câmara Municipal de Ibiraci

NOTÍCIAS DA CÂMARA

 

FEMINICÍDIO

Marcela Oliveira. Maria Cristina Brito. Rosane Berteli. Noêmia Bordignon. Etiene Arruda. Cristiane Rodrigues. Juliana Nazário. Ana Cláudia Abib. Amarinilza Custódio. Cirlene Mendes. Maria Madalena Borges. Núbia Ribeiro. Zélia de Freitas. Vera Coutinho. Essas mulheres tinham nomes, idades e histórias de vida diferentes. Exceto por uma coisa: todas foram cruelmente assassinadas por seus ex ou atuais namorados (as) ou maridos nos últimos três anos.
 
 
As 14 vítimas da violência tiveram suas vidas ceifadas por ciúmes, drogas, brigas ou não-aceitação do término de seus relacionamentos de janeiro de 2015 até agora por todos os cantos de Franca. A maioria delas tinha entre 31 e 45 anos e relações de longa data. 
 
O caso mais recente, registrado em agosto, contextualiza essa triste realidade. A sapateira Vera Coutinho, de 46 anos, morreu dias depois de ter o corpo incendiado pelo ex, José Fonseca Mendes, 32. A razão? O pedreiro não aceitava a separação, ocorrida há sete meses, e o fato de que a vítima estava com outro namorado. 
 
No dia 19 de agosto, Mendes resolveu procurar a ex mais uma vez, na casa de sua mãe, no Jardim Guanabara. Bastou uma conversa entre eles para que jogasse álcool em Vera e, com um isqueiro, ateasse fogo em seu corpo. A sapateira não resistiu. Ele se entregou à polícia dias depois. Está preso por homicídio triplamente qualificado e feminicídio.
 
Relações e perfil
 
Assim como Vera, seis dessas vítimas foram mortas por seus ex-companheiros. Entre elas, a policial militar Marcela Maria Oliveira, 31, primeira da lista. Ela foi assassinada em janeiro de 2015 pela ex, uma vigilante de 42 anos. Dois meses depois de sua morte, a lei do feminicídio (perseguição e morte intencional de pessoas do sexo feminino) foi sancionada.
 
Já as outras sete morreram nas mãos daqueles que tinham como seus maridos e namorados. Amarinilza Custódio, 46, foi uma delas. Em 2016, seu companheiro Bernardino Ribeiro, 67, matou-a com bengaladas e fez sexo com o seu corpo já desfalecido. Ele foi condenado a 12 anos de prisão.
 
E engana-se quem pensa que as mais jovens morrem mais. Cerca de 60% dessas vítimas tinham entre 31 e 45 anos. As outras correspondem a três mulheres com idades entre 45 e 60 anos; duas tinham entre 18 e 30 anos; e apenas uma tinha mais de 61 anos.
 
Já a respeito das formas como os assassinos escolheram matar seus alvos, há variáveis. Apesar das armas serem maioria - foram seis mortes com esse recurso -, a crueldade dos acusados também se deu através de fogo, estrangulamento, picaretadas, esquartejamento, apunhaladas e facadas.
 
Fonte: GCN FRANCA
https://gcn.net.br/noticias/385314/franca/2018/09/60-das-vitimas-de-feminicidio-em-franca-tem-entre-31-e-45-anos-

Publicada por Secretaria da Câmara em 10/9/2018
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